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Entrevista: Carlos Pereira


Testemunha rodoviária da história


HÁ 12 ANOS À FRENTE DO MAIS EMBLEMÁTICO ENTE RESPONSÁVEL PELO DESENVOLVIMENTO RODOVIÁRIO DE SEU ESTADO, O ENGENHEIRO, PROFESSOR, CRONISTA E PORTANTO, COLEGA JORNALISTA PARAIBANO, CARLOS PEREIRA DE CARVALHO E SILVA, É UMA PERSONALIDADE CUJA HISTÓRIA SE ENCONTRA AMALGAMADA À DA INSTITUIÇÃO QUE COM TANTO AFINCO E DEDICAÇÃO ATUALMENTE REPRESENTA. CONHECEDOR DAS REGIÕES, ATENTO ÀS DEMANDAS AO LONGO DOS TEMPOS E UM EFETIVO PRECURSOR DA TRAJETÓRIA DO RODOVIARISMO DA PARAÍBA, O DIRETOR (QUE TAMBÉM É PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE TRÂNSITO – CETRAN), RECEBEU UMA DAS EQUIPES DA RODOVIAS&VIAS PARA RELEMBRAR EMPREENDIMENTOS E FEITOS, BEM COMO, APONTAR OS NOVOS DESAFIOS QUE SE DESCORTINAM À FRENTE DA AUTARQUIA.


O senhor possui uma trajetória intrinsecamente ligada ao DER-PB. Pode nos contar um pouco desse caminho que o senhor seguiu e segue junto ao Departamento?


O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba é um dos órgãos da administração pública rodoviária mais antigos do Brasil, em uma trajetória que remonta à Junho de 1946. Ele já completou, portanto 76 anos, com a missão de entrar na rota do desenvolvimento rodoviário. Em verdade – e isso depois foi muito reiterado pelo presidente Juscelino Kubitschek - o país partiu para desenvolver o modal rodoviário, em um contexto tal que se dizia que o ʻO Brasil se move sobre rodasʼ. Tudo isso, por que o país não tinha muita cabotagem, as ferrovias tinham uma relação de investimento para implantação muito alta, ao passo em que esse grande país continental tinha uma grande necessidade de integração em termos regionais. O Nordeste era muito isolado, assim como o Norte e mesmo o Sul. Inclusive, falava-se muito no ʻSul Maravilhaʼ, justamente por já existirem lá e no Sudeste, algumas estradas. Foi assim que os Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem foram sendo criados, justamente para atender estas demandas nos Estados, pois já existia o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, o DNER, hoje DNIT. E foi exatamente por essas razões que o governo do Estado criou DER da Paraíba. Tendo ingressado no DER em 1952, aos 14 anos, posso dizer que eu acompanhei toda a história até hoje, e fico muito feliz de poder falar dos bons trabalhos que nós prestamos, temos prestado e ainda prestaremos no futuro para as rodovias paraíbanas.


Foi efetivamente um período de "boom" na construção rodoviária?


Verdade. E foi algo que seguiu-se durante décadas, mesmo durante o período dos militares, que foi quando surgiu a ideia da Transamazônica, que tem a ver muito com a Paraíba. Ela começa aqui no seu marco zero, em Cabedelo. É afinal, um marco histórico, que apesar de ser uma estrada Federal, faz parte da história rodoviária paraibana. Ao Departamento Estadual, coube a realização das estradas que ligassem aos segmentos das principais Federais, promovendo a integração das diferentes regiões do Estado à essas vias de caráter nacional, como a própria BR-230 e a BR-101, que vai até São José do Norte, no Rio Grande do Sul e passa pela Paraíba, subindo à Touros no Rio Grande do Norte. Foram os primeiros trabalhos, conceber uma malha estadual que pudesse se conectar à estas rodovias que atravessa praticamente a Paraíba inteira. Foi uma programação extensa. Assim, com recursos do Fundo Rodoviário Nacional, que provinham de um imposto sobre combustíveis, e que era distribuído entre os estados e municípios, é que se dava essa movimentação. Contudo, esses recursos eram insuficientes para a dimensão dos trabalhos. Foi aí que o Governo do Estado, começou a aportar recursos, tanto do próprio Tesouro, como oriundos de empréstimos, com vários destes contraídos junto à instituições internacionais, como o Banco Interamericano do Desenvolvimento, o Banco Mundial, além do BNDES. Foi com estes meios que pudemos desenvolver esta malha que hoje se estende por praticamente 6 mil Km de estradas pavimentadas. Essa é em resumo a história desse órgão que eu tenho o maior orgulho de dirigir e que conta com pessoal técnico do mais alto quilate e da mais alta responsabilidade, com um corpo diretivo unido em torno de uma só meta: fazer o melhor para os paraibanos e para a Paraíba. Tudo isso, tendo em mente a evolução que houve. Pois as necessidades de hoje são bem diferentes das de 1946. Nossa missão hoje é zelar também para que os transportes sejam feitos com mais segurança, fluidez e principalmente com mais mobilidade.


Neste sentido, quais as principais ações ocorridas durante o período da gestão atual do Governo do Estado?


São muitas as realizações do governador João Azevêdo, que tenho em alta estima e foi companheiro de muitas lutas, desde que ele era secretário de Infraestrutura, e até antes, quando começou a trabalhar como secretário de Planejamento na Prefeitura. Ele é um excelente técnico, com uma formação exemplar. Hoje, iniciando seu segundo mandato, posso dizer que ele tem sido o agente de uma integração muito grande com os órgãos que dirige. Nós não tivemos nenhum problema na interlocução, portanto, nem no governo do Estado nem com o secretário Deusdete Queiroga, outro engenheiro. Então, é importante destacar que ambos tem dado muito apoio às ações do DER. Nestes 4 anos do primeiro mandato de João Azevêdo, o DER teve todo apoio, não apenas administrativo mas financeiro. Basta dizer, que neste período foram mais de R$ 2 bilhões quase R$ 2,2 bi em investimentos em rodovias. Não apenas em construção, uma vez que nosso trabalho também é planejar, projetar, licitar e por fi m, construir. E construir, é preciso ficar claro, não é somente pavimentar. Um bom exemplo de um grande empreendimento, hoje, e é talvez uma das mais importantes que está em construção, que é a conexão Nova Olinda à Tavares, que liga o Sertão ao Vale do Piancó. Duas regiões muito distintas, e que não tinham nenhuma ligação. É uma integração entre regiões. Favorece também o turismo. É preciso ter em mente, que um estrada muitas vezes consiste de um caminho, que após todo esse processo se transforma em uma infraestrutura de primeira qualidade, pavimentada, que serve exatamente ao papel de escoar a produção, e aproximar pessoas.


É desenvolvimento direto “na veia”.


É verdade. E é verdade que nós temos muita consciência de que a estrada é a melhor forma de fazer as pessoas se encontrarem. Então todos esses recursos, em sua imensa maioria próprios, significam um aporte importante para atender à essas demandas, ditadas pelo “Orçamento Democrático”, um programa criado na gestão anterior e que desfruta do total apoio da gestão atual. Basicamente, ele consiste em ouvir as comunidades e buscar as formas de atender às suas necessidades. E não há nada mais importante do que fazer para o povo o que ele quer que seja feito. E é, no fim das contas, o porquê de o governo ter sido eleito. Para atender a população. E o DER nesse aspecto, tem uma atuação essencial, pois atua em todo o Estado. É de Cabedelo à Cajazeiras, nos 223 municípios. Um dos poucos órgãos que tem atuação na integralidade do Estado, além é claro, de Educação e Saúde. Então, nós temos vários Programas em desenvolvimento, que mostram, e contam, com a participação direta da população na natureza das intervenções de governo e do próprio DER. Após as consultas, as demandas são examinadas, o governador recomenda que algumas sejam transformadas em projetos por parte do Departamento, e esses projetos são finalmente aprovados pelo governo. E aqui é importante ressaltar que o governo não pensa só em João Pessoa e Campina Grande. Ele tem sempre em foco todas as municipalidades, toda a população da Paraíba. Isto feito, os projetos são promovidos à ações executivas, que são as licitações, as posteriores contratações de empresas e a construção e pavimentação das rodovias. E não apenas construir e pavimentar, como disse antes.


Podemos presumir que aí entram também ações de conservação e manutenção, correto?


Sim, e de recuperação e às vezes reconstrução. O DER tem feito obras da maior importância, como por exemplo na maior ponte da Paraíba, que é a que existe sobre o Rio Piranhas, no município de São Bento, com 365 m de vão, que carecia urgentemente de recuperação. Um investimento de quase R$ 7 milhões. Hoje ela está totalmente recuperada. É uma das grandes obras do atual governo. Assim também foi feita uma grande recuperação no complexo rodoviário próximo à João Pessoa, em Bayeux e Santa Rita, na região Metropolitana, onde há a ponte sobre o Rio Sanhauá e um viaduto, que estavam também com problemas de estrutura, foram construídos há muito tempo. E claro, o tempo e o uso, exercem pressão sobre essas construções. A economia gira sobre os pneus das carretas, que hoje têm uma tonelagem por eixo muito maior do que a que a estrada, a estrutura, foi originalmente concebida para suportar. Isto é algo especialmente sensível para os elevados, pontes e viadutos. Especificamente as pontes, cujas fundações estão dentro dʼágua e muitas vezes em região pantanosa. Então é preciso que o DER esteja sempre atento e observando essas fundações. É um grande cuidado, um cuidado que naturalmente se estende, pelos mesmos motivos às estradas, até por que temos algumas delas que têm mais de 50 anos e que precisam de ações adequadas para continuarem funcionando. É aí que entra a programação de manutenção, dentro das 8 residências rodoviárias, que cuidam desse item. Junto a isso, precisamos entender que a proporção de veículos aumentou muito. Hoje 1 em cada 3 pessoas tem um veículo, e em uma área concentrada, entre João Pessoa e Campina Grande, que tem juntas, quase metade da totalidade de veículos do Estado! Falando especificamente de manutenção, diferente do Sul, nosso período de inverno, é marcado por muitas chuvas. E as estradas mais antigas tendem a sofrer mais com defeitos nesses períodos. Neste sentido, há uma atuação muito forte das residências, que sozinhas não davam conta dessas manutenções. Foi por isso que nós começamos a inovar, em contratações diretas de empresas para que fizessem essa manutenção. Hoje, a cada 2 residências, nós temos ao menos uma empresa atuando nessa tarefa. Em trabalhos maiores, residência e empresa atuam em conjunto. Neste segundo mandato, o governador João Azevêdo já sinalizou que haverá prioridade na restauração de rodovias. Cuidar desse patrimônio, embora “não dê palanque”, é uma atitude fundamental. Isso é um respeito pela engenharia, dar um tratamento adequado às superestruturas que não admitem mais apenas uma roçagem, um tapa buracos. É restauração forte. Dos 6 mil Km que nós temos, e que eu mencionei, estimamos que pelo menos uns 2 mil estejam necessitando desses cuidados mais profundos. Para endereçar isso, fizemos e estamos fazendo reuniões com os engenheiros residentes, nosso diretor de Planejamento José Arnaldo, que está cuidando pessoalmente disso, para verificar quais rodovias da nossa malha que estão em pior situação, para mapeá-las e apresentar ao governador, dentro de uma programação compreensível e consolidada. Será um programa que irá demandar muitos recursos? É claro. Porém, infinitamente menos investimentos do que ter que fazer tudo de novo. É mais segurança e fluidez, por mais dez anos.


Sabemos que o DER também tem abarcado como o senhor disse, a mobilidade urbana.


Sim. Veja só. Um fenômeno que nós vemos em todas as grandes cidades e que em João Pessoa, por exemplo, não foi diferente, foi o aumento dos tempos de viagem. Trajetos que antigamente se fazia em 10 minutos, hoje se leva 1h. Então nós temos feito obras de mobilidade, principalmente nesses dois grandes centros, João Pessoa e Campina Grande. Para se ter uma ideia, na gestão Azevêdo, fizemos várias ligações urbanas, em um contexto peculiar em João Pessoa, de uma cidade que não tem para onde crescer para o Norte, que é a área de Porto, e afinal, onde está o mar, e que a oeste, tem área de Mata, área de preservação, onde não se pode mexer. Assim, o crescimento dela se concentrou na direção Sul. Isso trouxe bairros novos, aglomerados urbanos imensos, resultando no fato de que metade da população da cidade está na Zona Sul, cerca de 400 mil pessoas. Então o DER teve que acudir esta situação, uma vez que a prefeitura sozinha não teria condições de atender. Então, o DER deu passos fundamentais para ligações como a de Altiplano à Bancários, dentro da Cidade Universitária, ligando o Bairro das Indústrias, Mangabeira, que é um Bairro bastante recente, fundado em 1986 e que hoje tem mais de 200 mil habitantes, praticamente uma cidade. Então, com avanço de João Pessoa – e o governo tem se saído muito bem nesse aspecto – foi necessário cuidar das ligações internas. E não apenas delas, mas também dos acessos às praias, que são um suporte incrivelmente importante para toda a indústria do turismo e que têm a ver – e muito – com a experiência que o turista leva da Paraíba.


Como foi feita essa parceria entre a esfera estadual e a municipal, para efetivamente tocar as intervenções?


Veja, o governador João Azevêdo, é nascido em João Pessoa. Conhece muito bem a cidade e é um estudioso de planejamento urbano. E foi também, secretário de Planejamento, como eu disse, do então prefeito Ricardo Coutinho. Mais ou menos nessa época é que ele começou a conceber as ações para essas ligações internas, quando Mangabeira, estava já em um grande ritmo de crescimento. Foi aí que ele começou a planejar levar para a Zona Sul da Cidade o que era preciso. Principalmente no que se refere ao transporte público, que não chega onde não tem estrada. Na verdade, a Paraíba depende fundamentalmente do ônibus. Há somente uma linha de VLT, de Cabedelo à Santa Rita, mas a maioria do transporte é feito por ônibus. Logo, era preciso dar condições para que eles pudessem trafegar, em vias que oferecessem um mínimo de conforto aos seus passageiros. Com essa situação deficiente e deficitária, o cidadão passa a dar preferência ao meio de transporte individual em detrimento do transporte público. Consequentemente, como não temos ciclovias, há um excesso no número de motocicletas, com números de registros crescentes a cada ano que passa. Com o advento da Pandemia, praticamente criou - se um novo nicho que é o delivery, então além para uso como transporte, ela passou a ser mais pesadamente utilizada como meio de sustento, uso profissional.


E não é difícil entender também que isso acaba contribuindo para mais acidentes.


Um maior número e com mais severidade. Como eu costumo viajar muito paras as inspeções por obras do DER, vejo, especialmente pelo interior, algumas cenas lamentáveis, com os municípios sendo permissivos, as pessoas acabam utilizando as motocicletas sem capacete e não raro, em mais de dois passageiros, às vezes 4. E em uma colisão, não é incomum, portanto, verificarmos a existência de vítimas fatais. Infelizmente esse é o nosso cotidiano. Mas é uma cultura que está mudando, felizmente. Em Nova Cruz, por exemplo, já está bem disseminado o uso de equipamentos de segurança. A utilização de calçados adequados. Mas é preciso, e eu costumo cobrar muito isso dos prefeitos na CETRAN, que se empenhem na fiscalização. Voltando um pouco ao contexto de mobilidade urbana e às ações, e relações com as prefeituras, e o excesso de veículos, não apenas de motocicletas, mas de automóveis também, e os consequentes congestionamentos, representam um desafio para o qual temos desenvolvido programas específicos.


Neste sentido, podemos incluir o “Programa de Travessias Urbanas” também?


Não. Este é um programa típico do governo João Azevêdo. E explico por quê: quando se faz um asfaltamento, uma pavimentação, atende-se uma expectativa que normalmente existe há muito, muito tempo. Especificamente nessa questão das travessias, não havia uma questão de delegação muito clara, e o que ocorria, é que se saía de um trecho de asfalto e caía-se num segmento que era tocado pela prefeitura, que às vezes não tinha condições sequer de pavimentar no padrão, utilizando-se de paralelepípedo ou outros meios similares. Sensibilizado, o governador concebeu essa programação que hoje já atende 170 municípios e está sendo ampliada para todos outros, com intenção, é claro de chegar a todas as cidades do Estado. Dentro do Programa de Travessias Urbanas, é preciso entender, uma obra de pavimentação bem-feita, com asfalto, entregue com sinalização, acaba representando mais do que segurança, e conforto. Ela acaba influenciando positivamente até na autoestima dos munícipes. É um programa, que tem sim relação com mobilidade, mas difere neste aspecto, ao elevar o padrão de um determinado segmento ao padrão estadual. Então, é um sucesso muito grande, especialmente nas pequenas cidades, que muitas vezes, somente tem aquela rua. De fato, é um programa inédito, concebido pela gestão João Azevêdo e que ele determinou, deve contemplar 100% da malha paraibana.


Com relação à parte de segurança e Transportes, como o senhor avalia?


Um pouco antes, eu falei de ônibus, mas nós temos que estar atentos também aos pequenos transportadores, que fazem trajetos curtos, normalmente em vans. Nós cuidamos sim, então, para que a idade dessa frota não ultrapasse 4 anos de uso, esteja sempre em boas condições de manutenção e para que esses prestadores de serviço estejam com seus certificados e cursos em dia. Nós precisamos exigir que esses motoristas sejam profissionais e responsáveis, por que isso evita acidentes. Podemos falar um pouco sobre um outro grande empreendimento, que é o Arco Metropolitano de Campina Grande? Olha. É a maior obra rodoviária da história do município. E da maior importância. É grandiosa em muitos aspectos e muito exigente. Só em desmonte de rocha, ela chega a ser quase sobrenatural. Um esforço imenso, para ligar duas BR-s a 230 e a 104, ou seja, irá organizar o tráfego de passagem, retirando esse fluxo de dentro do perímetro urbano, permitindo conectividade mais facilitada para aqueles que tem como destino Recife, ou mesmo, desejam seguir para Natal. Essa é uma obra que sem dúvida, marca a gestão João Azevêdo em Campina Grande. Além dela, nós temos os viadutos de Água fria sobre a BR-230 em Água Fria e outro, no Bairro das Indústrias, que será sobre a BR-101, e irá desafogar essa região também.


E quanto ao programa “Estradas da Cidadania”?


Outro grande êxito da gestão Azevêdo. Consiste na ligação de distritos às sedes das cidades. Por exemplo, tomamos aí Cepilho e Areia. Não havia essa ligação, que é relativamente pequena, dá uns 5 Km. Neste caso, ainda por cima, uma região montanhosa e que trata de locais com forte apelo histórico. Então, estas são as estradas de acesso para cidades próximas que originalmente não tinham essa acessibilidade, que dá alcance a muitos serviços importantes e que antes, era uma locomoção muito dificultosa. E aí podemos citar vários, como São Tomé, Malhada da Roça, Pindurão, entre muitos outros que estão na programação do governo, principalmente, atendendo àqueles municípios que cresceram, digamos, de forma não planejada, independente e que muitas vezes estão conectados a outras estradas e às vezes mais facilmente conectados à outro estado. E aí, há também outras estradas importantes que temos que levar em conta, que são as estradas presentes na divisa entre os estados. São trechos que se comunicavam com estradas existentes nos outros estados, mas que não tinham a conexão com os municípios daqui, justamente nas divisas estaduais. São segmentos que são relativamente pequenos, mas que trazem grandes ganhos, pois acabam atraindo pessoas desses outros estados próximos para a Paraíba, para que também frequentem João Pessoa, o nosso belo litoral e, também, a hospitalidade do nosso povo.


Um pouco antes, o senhor mencionou com muita ênfase a sua equipe, técnica e com muito comprometimento. Que mensagem o senhor deixa para estes colaboradores que afinal, são a “cara” do DER-PB. E mais, que mensagem o senhor deixa à população do estado?


Sou apenas um coordenador de trabalho. Lembro com carinho das atividades em campo, mas hoje atendo mais à parte administrativa. A experiência de vida, me levou à outras funções, outras atividades e mesmo outras instituições, como universidades, onde fui professor. Mas sempre voltei para o DER, muito por conta, justamente dessa grande equipe, que criou tudo o que o Departamento tem hoje. É um time que além de competente, é leal. Uma equipe que não tem outro objetivo que não seja a finalidade do seu trabalho e a entrega desse trabalho bem feito, com eficiência, inovação e criatividade. É um time unido, que tem esse espírito de união muito claro, e que desempenha suas funções sob o lema que criei, e todos adotaram: “O DER pela Paraíba e pelos paraibanos”. Por que o que nós fazemos, não fazemos apenas para nós. Nós deixamos, afi nal, legados. E o DER, acabou, por essa excelência, tornando-se uma escola de boas práticas e exemplos de sucesso da administração pública. Dele, saíram inclusive alguns governadores do Estado, ministros de Estado. Um ambiente participativo e de dedicação à prestação pública de bons serviços, com transparência, dentro da legalidade e claro, com muita responsabilidade.




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