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Um novo marco sustentável em Curitiba


Capital mundialmente conhecida pelo seu viés ecológico, a terra dos pinheiros e belos parques, apresenta mais uma de suas muitas estratégias no combate incansável para atenuar as mudanças climáticas e ainda, incrementar a geração renovável em seu parque energético.


Não havia “presente” melhor para o aniversário de 330 anos da capital paranaense. O projeto intitulado “Pirâmide Solar”, faz parte do conjunto de iniciativas do programa “Curitiba Mais Energia”, cuja principal meta, é espalhar pela cidade ideias sustentáveis, contribuindo para que o título de “capital ecológica” (alcunha recebida nos anos 1990 e que acabou se tornando um dos epítetos mais comumente usados para se referir à cidade), permaneça por muito tempo. Como bem colocou a secretária do meio ambiente de Curitiba, Marilza do Carmo Oliveira Dias: "Com esse projeto, transformamos um passivo ambiental em usina geradora de energia renovável. E, ainda, estimulamos a população a buscar fontes menos poluentes de energia", ressaltou. Voltando ao destaque dessa matéria, vale salientar que a energia gerada pelos módulos fotovoltaicos da usina solar, é injetada na rede de distribuição da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), e o valor é abatido da conta de energia do município. A economia estimada mensalmente pode chegar a 30% sobre o valor da conta de energia dos prédios públicos do município, o que pode representar, por ano, R$ 2.650.000,00 que poderão ser revertidos em benefícios à população. Somado a isso, temos também a geração de empregos para a instalação dos painéis solares, algo em torno de 140 pessoas, com mão de obra totalmente local.


Solenidade


No evento que marcou a inauguração deste projeto, diversas solenidades autoridades marcaram presença. Uma delas foi o Governador do Estado, Ratinho Junior, que comentou: “Curitiba é vista pelo mundo como uma cidade extremamente inovadora, com a implantação de projetos pioneiros em todas as áreas, da mobilidade ao meio ambiente. A Pirâmide Solar é uma demonstração que ela consegue achar soluções para aquilo que era um problema para a cidade, como era o Aterro do Caximba”. O tal problema, referido pelo jovem governador do Paraná, afinal é um desafio para virtualmente todas as grandes cidades não apenas do Brasil, mas do mundo: a destinação adequada de resíduos inservíveis (também conhecido como lixo), uma vez que a Caximba, consistia justamente de uma área de descarte, tendo evoluído de um “lixão a céu aberto”, para sua atual forma de aterro, com tratamento mais adequado. A área, que estava desativada desde 2010, por meio de um financiamento internacional de R$ 28 milhões, volta ter uma grande utilidade.

Rafael Greca, como não poderia deixar ser diferente, foi entusiástico em seu discurso: “É a lição que Curitiba e o Paraná dão ao futuro da humanidade. Não podemos ter energia poluidora, nada de termoelétricas, só energia limpa”, destacou o prefeito. “Os jovens curitibanos e as crianças do mundo inteiro merecem respirar ar puro. Esta é a aposta de Curitiba como uma das cidades mais inteligentes do mundo. Assim como o Governo do Estado faz em outras cidades do Paraná, nós apostamos na sustentabilidade”.


Conceito



A “Pirâmide Solar” é resultado de uma parceria internacional com uma colaboração do grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança Climática e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, que apoia cidades no desenvolvimento de projetos que visam reduzir as emissões de gases e frear o aumento da temperatura global. Esta temática, que levanta diversas opiniões apaixonadas, traz à memória Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e um conhecido defensor de uma pauta positiva de ações neste sentido, que declarou mais de uma vez: “Eu realmente não considero (a sustentabilidade) como uma questão política, eu considero como uma questão moral.” Ao que parece, a capital do Paraná, também.


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