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Sobre trabalho e progresso DER-PR

Sobre trabalho e progresso

Há pouco mais de dois anos atrás, Rodovias&Vias teve a oportunidade de imprimir em sua capa as cores de um estado que possuía – e aos poucos já começava – a atingir novos patamares de desenvolvimento em seus índices. Já à época, transparência e gestão eficientes, pareciam dar o tom do que hoje se pode constatar em números, fatos e feitos, independentemente da direção que se optar por seguir no Paraná.


Competente em estabelecer parcerias tanto no âmbito público quanto privado, os paranaenses da atualidade, desfrutam de ponderáveis realizações alcançadas pela gestão Ratinho Junior, especialmente sob o prisma de ações assertivas e estruturantes, levadas a cabo tanto por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), sob o secretário Sandro Alex, que preparou o terreno para o início de um novo ciclo virtuoso, quanto pela incessante dedicação do DER-PR, sob seu Diretor-presidente Fernando Furiatti, que pavimentou e está pavimentando os caminhos para o sucesso.

Basta uma rápida olhada no grupo do whatsapp montado pela Agência Estadual de Notícias (AEN), para perceber como o Paraná avança, sempre para a frente (como afinal canta com todas as letras o seu incontestável hino), um desafio vencido por vez. A rápida sucessão de notícias torna quase impossível ter uma dimensão real da “usina de entregas” na qual o estado se tornou ao longo de dois mandatos. Qualquer que seja o tema, que pode ser a recordista geração de empregos na região sul, com 77 mil novas posições de trabalho efetivas, somente em um ano que ainda não fechou, seja o extenso rol de premiações que suas instituições de estado têm recebido (com Sanepar sendo apontada como a melhor empresa de saneamento básico do Brasil pelo sempre exigente Jornal Valor Econômico; ou o Porto de Paranaguá, que recebeu pela 4ª vez seguida o prêmio de melhor gestão portuária do Brasil, com nota máxima no Índice de Gestão das Autoridades Portuárias - IGAP - na principal categoria entre os portos públicos brasileiros no Prêmio Portos + Brasil, do governo federal), o Paraná tem sempre um resultado relevante para apresentar. Moderna e conectada, se um pouco antes falamos sobre direções e constatações, não custa lembrar que a atual administração – que inovou ao buscar sedes itinerantes, não ficando apenas limitada à capital – está saindo da periodicidade de veículos que noticiam atualidades, para entrar de vez nas publicações que registram a história, ao ter obtido êxito em concluir à Oeste do estado a emblemática segunda Ponte de Foz do Iguaçu, em parceria com a Itaipu Binacional (de quem recebeu os recursos para a execução, realizada pelo DER-PR) e iniciar à Leste, outra obra que inúmeras gestões ao longo de décadas manifestaram o desejo de fazer, mas que somente esta teve a ousadia de buscar as condições para iniciar: a Ponte de Guaratuba, em um arranjo curioso que “fecha um ciclo” e que marca para sempre a visão e capacidade de realização de um governo que, antes de manifestar, determina. E quando determina, faz cumprir.


Capacidade de investimentos apoiada em Infraestrutura

“Com a modernização da máquina pública, atrelada a uma boa logística, um bom ambiente político e de negócios, em um Estado que é considerado o mais sustentável do Brasil, chegamos a uma fórmula que tem dado certo para o Paraná. Nosso Estado se tornou uma terra oportunidades para quem quer investir com segurança. Atraímos desde 2019, mais de R$ 220 bilhões em novos negócios porque temos infraestrutura, planejamento e estamos investindo em todas as áreas”, declarou o governador Ratinho Junior durante o evento “Paraná em Foco”, promovido pela Editora Globo e pelo jornal Valor Econômico em São Paulo. Nesta mesma ocasião, por sinal, o próprio govenador também sinalizou outro ganho importante para o estado, e que representa uma pá de terra sobre um assunto que durante muitos anos provocou discussões acaloradas, declarações desastradas e percepções equivocadas: as concessões. “É o maior pacote de concessões em andamento na América Latina e faz parte de um planejamento a longo prazo que elaboramos para o Estado, entendendo que o Paraná tem vocação para ser a Central Logística da América do Sul”, declarou durante sua exposição. Inéditas em sua modelagens, apontadas como referência para outros estados pelo Ministério dos Transportes (MT), e com o primeiro de 6 lotes vencido pelo Fundo Pátria de Investimentos recentemente na B3, essas novas concessões compreendem 3,3 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais, e vão receber cerca de R$ 50 bilhões de investimentos em pacotes de obras previstos em seus contratos. “É um volume de obras gigantesco que estamos prevendo para o Paraná para os próximos anos, com 1,8 mil quilômetros de rodovias duplicadas e mais de mil pontes, viadutos, trincheiras e contornos. E também comemoramos a redução do valor da tarifa, que ficará 65% menor, se analisarmos o preço corrigido pela inflação”, avaliou o governador. “A característica principal do Estado é a logística, por estar em uma posição estratégica na América do Sul. O Paraná tem a quinta maior população, a quarta economia e a terceira maior frota de veículos do País. Além disso, o Paraná tem cinco das 10 maiores cidades do Sul do País, que estão posicionadas em diferentes regiões. O novo traçado das concessões rodoviárias vai passar por todas essas cidades, alcançando polos regionais que são estratégicos para o Estado e para a região”, destacou o secretário de Infraestrutura e Logística Sandro Alex durante seminário realizado na Federação das Indústrias do Paraná e uma das figuras mais atuantes para que este novo projeto – considerado crucial dentro da estratégia de desenvolvimento do estado – pudesse ser levado em frente. E não apenas o projeto das novas concessões rodoviárias, como também a inclusão do único projeto ferroviário estadual no PAC Federal, a Ferroeste, com seus 1.567 Km atravessando 66 municípios e que, ao lado de outras bem sucedidas concessões aeroportuárias, corrobora a multimodalidade e a vocação logística destacadas pelo secretário. Vale lembrar que uma vez que as concessões antigas chegaram ao fim de sua vigência, e afinal não foram renovadas, o Paraná passou a depender umbilicalmente de um sempre confiável e tradicional órgão Público, o histórico Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) para manutenir, operar, dar suporte e gerir as rodovias que seriam ofertadas, incluindo-as até que os novos operadores as assumissem em sua malha. Como fez questão de frisar em sua entrevista, que você pode conferir ao longo das páginas seguintes desta edição de Rodovias&Vias, o Diretor-presidente do DER-PR, Fernando Furiatti Sabóia, que destacou a atuação do DER-PR, de forma muito similar à de pistas concessionadas, com diversas contratações: “Essas contratações, contemplaram guinchos leves, pesados, veículos para captura de animais, além de veículos de inspeção. Especialmente por termos uma circulação intensa dos carros de inspeção, associados ao atendimento via 0800 e whatsapp, além do monitoramento via COI – que é a Central de Operações Integradas – temos agilidade. A função do DER-PR nessas rodovias, é fazer com que o usuário se sinta – e ele efetivamente está – protegido”.


Fazendo o Paraná rodar

Justamente para entender melhor esta – e outras muitas – ações do quase octogenário DER-PR, sua organização e a forma eficiente com que está conseguindo não só acessar este desafio, como ainda tocar novas programações, como a extensa e abrangente nova formatação de seu Programa de manutenção e conservação rodoviárias que tem a ambiciosa missão de contemplar 12.500 Km de malha com algum tipo de intervenção, e mesmo o altamente elogiado Programa de Sinalização e Segurança Viária – PROSEG, que Rodovias&Vias foi à sede da autarquia e suas Superintendências Regionais em um já tradicional “giro pelo estado”, que, para usar terminologias já devidamente sedimentadas na Central de Jornalismo, constitui o esteio rodoviário paranaense.



Protagonismo retomado


Componente crítico da estratégia do governo paranaense e parte essencial da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, em relativo curto espaço de tempo, reconquistou uma posição de destaque entre os seus congêneres a nível nacional.


Dotado de inquestionável capacidade técnica, que concilia ao mesmo tempo juventude e experiência, a instituição atravessa um momento histórico, com uma série de obras em carteira que, mesmo servidores com mais tempo de casa, não se recordam de encontrar paralelos nas últimas décadas. Preparado, modernizado e arrojado, o DER-PR avança e inova, reencontrando-se com seu pioneirismo, que afinal o tornou mais uma vez reconhecido dentro e fora do seu nativo estado.

Enquanto uma das equipes de Rodovias&Vias realiza algumas fotos na Avenida Iguaçu, 420 na Capital do estado do Paraná, em um aprazível dia de sol (não exatamente uma regra na cidade dos pinheirais), defronte à sede do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná – cujas paredes permeadas de história construída ao longo de 77 anos – evidenciam sua ativa contribuição para o ir e vir do povo paranaense, não escapa aos mais atentos, o silencioso e austero olhar do Engenheiro Oswaldo Pacheco de Lacerda. Como que observando solenemente a movimentação, e ladeado por uma frondosa e saudável senhora da espécie Caesalpina Echinata, nome científico para a árvore que deu nome ao Brasil, o busto em bronze, homenagem, ao primeiro Diretor-presidente da autarquia, apesar da dureza do metal, suscita conjecturas amenas, e até divagações pitorescas. O que teria a dizer este personagem tão fundamental nesta trajetória, à respeito do moderno, tecnológico e eficiente celeiro de mentes dedicadas em que o Departamento se tornou, se tivesse a oportunidade de visitá-lo na atualidade? A grande amplitude de ações, e o alto grau técnico e de especialidade de cada uma das correntes seções dentro do Departamento, fariam jus ao memorável esforço empreendido por este pioneiro e seus companheiros? Como habitantes do presente, somente cabe à nós a digressão. Proposta a questão à central de Jornalismo deste periódico, eis que surge uma insuspeita unanimidade acerca da provável opinião do nobre engenheiro, eternizado à entrada de sua instituição: provavelmente, antes de qualquer comentário, a séria figura, mudaria seu semblante para um daqueles que demonstra clara admiração. Não obstante, na dança das horas, o DER-PR vive o agora, com trabalho e visões permanentemente voltados para o futuro. E justamente para entender como se relacionam e se compõem essas visões, a partir de um time que pode ser considerado campeão, aguerrido e entrosado, damos início ao proverbial “giro institucional” que irá detalhar, quem é quem entre os profissionais, como trabalham e interagem entre si os setores e quais suas principais ações.


O esquema tático da diretoria de Operações

De acordo com o diretor de Operações, engenheiro Rui Cezar de Quadros Assad, é composta por 6 coordenadorias, que “tratam das operações dentro de visões muito específicas. Estamos falando da Coordenadoria de Programação e Acompanhamento de Manutenção de Rodovias; de Engenharia de Trafego e Segurança Rodoviária; de Gerenciamento da Malha Rodoviária; de Concessão e Pedágios Rodoviários; de Transporte Rodoviário Comercial e a de Obras De Arte Especiais Todas essas nossas coordenadorias estão totalmente alinhadas a um objetivo de trazer a prestação de serviços do DER-PR para um novo nível, condizente com as exigências atuais, dentro das novas políticas de governo, trazendo mais agilidade e recursos técnicos para o departamento. Este é um dos motivos pelos quais foram criadas até mesmo coordenadorias novas, como esta última que eu citei, de Obras de Arte Especiais, que tem pouco menos de um ano, mas que já conseguiu tocar um programa muito bom, que contempla as mais de 950 Pontes e Viadutos e atribuiu a elas uma nota, com base em uma metodologia de classificação de qualidade, verificado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). É um programa pioneiro aqui no Paraná”, revelou o engenheiro, mencionando um dos diversos “primeiros” que estão ocorrendo atualmente no DER-PR. “Inclusive, foi concluído o levantamento detalhado do estado dos nossos pavimentos, por instrumentos, bem como a avaliação da parte inferior dessas estruturas, com sondagens, coletas de amostras e ensaios, em uma iniciativa inédita para o órgão. E é justamente com base nessas informações que foi definido o novo programa de manutenção e conservação, já levando em conta as soluções e tratamentos adequados para cada situação. Também as rotas não pavimentadas possuem, de acordo com suas características, ações de manutenção e conservação, enquanto não chegamos a elas com o pavimento”.


Inovação que integra

Sob o engenheiro Victor Rene Mazepas de Oliveira, coordenador de Obras de Arte Especiais, a mais nova Coordenadoria da Diretoria de Operações do DER-PR, tornou-se a grande responsável pelo Extenso Programa de Recuperação de Pontes do Departamento: “Nós começamos em 2019 com um esforço de organização do Banco de dados, de todo o histórico das OAEs do DER-PR, simultaneamente à contratação de inspeção para todas elas, entre 2020 e 2021, que foi realizada pela empresa Strata Engenharia, que percorreu todo nosso sistema viário estadual, atualizando o cadastro e a inspeção de todas elas. Para termos uma ideia desse esforço, foram ‘encontradas’ por eles cerca de 200 pontes que não estavam cadastradas de forma atualizada no sistema, o que nos dá uma noção de como estas informações estavam defasadas em gestões anteriores à nossa. Todo o trabalho que deu origem ao Programa de Recuperação de Pontes, ocorreu mediante estrita observação da norma de inspeção desses dispositivos, a NBR2019, seguindo sempre o mesmo padrão, com perfil, coordenadas, caracterização de todas as anomalias, dimensões gerais, fotos cadastrais de vista lateral, superior e etc. Foi a partir daí que nós começamos a estudar essas informações e proceder as contratações das intervenções necessárias. Dessas, ainda que não corressem nenhum risco de colapso, ao menos 200 necessitavam de atenção mais imediata, e foi aí que nós saímos com cerca de 20 contratos, distribuídos dentro das regionais, para otimizar esse trabalho. Nestas, fizemos inspeções especiais, para fazer uma análise com vistas à elaboração dos termos de referência. E este é o ano de execução dessas obras, com investimentos totais de R$ 120 milhões”. Ainda que bastante recente em sua formalização – o engenheiro Oliveira já tratava com uma equipe desta disciplina, porém em outro arranjo interno – a coordenadoria já pode se orgulhar de ter cuidado de alguns significativos patrimônios históricos do estado: “Na divisa entre a Lapa e Campo do Tenente, na PR-427, temos uma ponte de 1894, que originalmente era ferroviária, mas que com a mudança de traçado da linha, nos anos 60, passou a ser utilizada, uma vez que a rodovia aproveitou parte do eixo da estrada de ferro. Uma ponte que, pela própria idade requereu maiores intervenções, com reforços. Também em Morretes, tratamos de uma ponte de 1912, assim como a Ponte dos Arcos em União da Vitória, entre muitas outras grandes pontes, de grande extensão, que também passaram por essa fase de restauro mais detido”.

Voz da experiência

Sob o engenheiro José Pedro Weinand, coordenador de Apoio Rodoviário e Acompanhamento, veterano do DER-PR desde 1974, são montados os termos de referência dos contratos que “são parte da subsistência do DER-PR”. Ainda, de acordo com ele “Apesar de a função estar mais associada à parte administrativa por afinidade, é uma coordenação que se vale muito da parte de engenharia. Por 30 anos, eu me dediquei de fato somente à atividade fim, assumindo nas últimas décadas essa função de acompanhar os contratos, ver como estão performando e garantindo inclusive, quando necessário, aditivos e ajustes. É um trabalho que acaba ajudando a transmitir o nosso conhecimento para os engenheiros mais novos. Por sorte nós temos uma geração nova muito boa, que conta com a nossa vivência”, avaliou o engenheiro que se orgulha de conhecer o estado inteiro, e, com apenas 15 dias de formado, iniciou suas atividades já em obras pelo departamento, tendo passado por escritórios Regionais, e mesmo, tendo sido diretor de Operações.

Momento preciso

Sob o engenheiro Guilherme Luiz Conte, coordenador de Concessão e Pedágios Rodoviários, a Coordenadoria que monitora e fiscaliza esse tipo de operação de natureza pedagiada, atuando também em estudos de ampliação de sistemas e análise de custos e equilíbrio econômico e financeiro, também trabalhou intensamente para o recente sucesso do primeiro lote de novas concessões do Paraná. “Esse processo das novas concessões, vem sendo acompanhado por nós pari passu desde 2019, junto aos Ministérios, ANTT, a antiga EPL e a atual Infra S.A., dando todos os subsídios necessários para o governo federal, com todo o expertise adquirido pelo estado ao longo dos últimos anos, e que pudessem ser integrados ao novo modelo. Isso incluiu passar o perfil atual das nossas rodovias, por que por mais que tenhamos a presença de rodovias federais, a responsabilidade administrativa era nossa. Então, todo esse conhecimento foi transferido para a ANTT, justamente para oferecer uma contribuição para o êxito do programa, em todos os sentidos, desde o Capex como o Opex, entre outros”. Em tempo, a coordenadoria também acompanhou o processo de modelagem em si, oferecendo insights tanto opara a modalidade de leilão, como convênios de transferência, convênios de delegação entre outros, promovendo uma verdadeira assessoria bem aproximada. “Ficamos muito satisfeitos com o desempenho desse primeiro lote, que contou com a presença de empresas novas, de grande porte, em uma disputa que por fim consagrou o Grupo Pátria. Foi um desconto bem ponderável, em nossa opinião, justo e que mantém o equilíbrio do contrato, mas que acima de tudo, traz benefícios para a sociedade”, finalizou.


Passageiros seguros

Sob o comando de Maria Elizabete "Bete" Bozza, à frente da Coordenadoria de Transporte Rodoviário Comercial, o DER-PR se esforça para manter as viagens intermunicipais pelo Estado do Paraná em conformidade, dentro de operações seguras. “Fazemos a gestão tanto para o planejamento, quanto para a operação e fiscalização desse setor que é um dos alicerces da segurança viária. Afinal, são aí em média 40 pessoas sendo transportadas em um único ônibus, 40 vidas, e nossa missão é fazer com que elas possam ir e vir com toda a segurança, indo além da parte administrativa, trabalhando junto com as autoridades de circunscrição sobre a via, como as Polícias Rodoviárias Federal e Estadual, agentes e guardas de trânsito, e fiscais de transporte municipal. É sempre uma atuação integrada e conjunta, que fiscaliza todos os itens relativos a esse tipo de transporte”, explicou, frisando uma atuação que vem sendo bem avaliada por transportadores, uma vez que a coordenadoria, entre outras ações bem sucedidas, vem conseguido oferecer frente ao transporte clandestino do Paraná, que tem obtido bons resultados.


Inteligência do sistema

Sob o comando de Rafael Rodrigues Teixeira, chefe de coordenação de Gerenciamento da Malha Viária do Paraná, a coordenadoria desempenha, em todo o viário sob gestão do DER-PR, estudos periódicos sobre o estado de conservação, a revisão e a proposição de normas e padrões de desempenho, a execução das atividades de gerência de pavimentos, entre outras funções. “Atualmente nosso foco tem sido a atuação de 3 programas, que são 3 grandes esforços: o de conservação e manutenção da malha pavimentada, conservação da faixa de domínio, bem como o programa de conservação das rodovias devolvidas ao final das últimas concessões. São ações que estão chegando ao fim, e por conta disso, estamos trabalhando nas suas novas versões, notadamente agora, a do Programa de Conservação e Manutenção, que irá balizar essas atividades por mais 3 anos. Todo o escopo foi definido com base em levantamentos estruturais e funcionais, captados com equipamentos especializados em todo o sistema, com FWD e aferindo o IRI, bem como o LVC, que ajudaram a construir o nosso sistema de gerenciamento de pavimentos, que afinal, constitui a base dos nossos programas de conservação”, explicou. De acordo com ele, a ideia é que os editais sejam lançados em março do ano que vem, tendo, justamente, o horizonte dos próximos 3 anos. “No caso das rodovias que integrarão o pacote de concessões, as ‘rodovias integradas do Paraná’, que são as estaduais a serem passadas à administração privada, e estão inseridas dentro de um convênio com o governo federal, que a partir da assinatura firmada, está apto a ser concedido. O DER-PR somente deixa de ser responsável por determinado trecho, a partir do momento em que a empresa assina o contrato de concessão. Até lá eu preciso ter uma programação para eles, até para prevenir possíveis hiatos no cronograma, que podem ocorrer”, explicou, prosseguindo: “A maior parte do nosso investimento, contudo, resta nos outros quase 10 mil Km de malha que não está contemplado no pacote, e que deve ter um aporte, dentro destes 3 anos. Um valor que ainda será definido de forma exata, oriundo de recursos do estado, e será apresentado em audiência pública quando da apresentação do Plano Pluri Anual (PPA)”.


Onisciência, onipresença

Sob a engenheira Narayana Rohn Cardozo, a Coordenadoria de Engenharia de Trafego e Segurança Rodoviária, é sem dúvida um dos grandes destaques da atuação e interações imediatas do DER-PR com os usuários de suas rodovias, sendo literalmente, em uma grande maioria de situações, “a voz e a face” da instituição. “Temos ao todo cerca de 23 pessoas atuando na coordenadoria. Com a consultoria de segurança viária, mais direcionada ao PROSEG, mas atendendo também quaisquer demandas relacionadas à segurança viária, bem como as contratações de balanças. No que acredito que somos o estado que mais tem dispositivos destes em operação, levando em conta as do DNIT. A coordenadoria também realiza o gerenciamento dos atendimentos pelo COI – Centro de Operações Integradas, um serviço que é realizado em campo pelos guinchos, leves e pesados, viaturas de apoio ao usuário e recolhimento de animais, todos acionados em um primeiro momento pelo 0800 e também pelo whatsapp, 24x7 um atendimento gratuito gerenciado por nós. Também as questões relacionadas ao controle de velocidade e lombadas eletrônicas são acompanhadas por aqui. De fato, este também é um, setor que acaba tendo muito contato com o usuário, respondendo muito à ouvidoria. Hoje, somos o setor que mais responde a protocolos no DER-PR. É muito ligado à população. Com relação ao PROSEG, estamos em uma fase com quase todos os projetos aprovados, com especial atenção à fase executiva dos 8 lotes, cada qual com suas especificidades de materiais, seus projetos tipo para cada situação, cada um com seu acompanhamento. Então nós prestamos esse tipo de suporte, via consultoria e quando surgem dúvidas, nos deslocando até eles se necessário”. Com mais de 118 mil atendimentos realizados desde 2022, o COI é resultado também da atuação da Projel Engenharia Especializada, empresa focada em soluções que incluem gerenciamento, operação e inspeção e claro, assistência e serviços aos usuários. De acordo com Paulo Henrique S. Amaro, engenheiro e gestor de contratos da Projel, “O atendimento, além da parte remota, conta com viaturas de inspeção, também em regime 24x7. O COI tem a capacidade de integrar as autoridades e as equipes de campo, de acordo com o protocolo, bem como, a partir do sistema, identificar quais as equipes mais próximas, para que atuem o mais rápido possível, O resultado é que o DER-PR tem tempos de atendimento muito baixos, uma boa capacidade de resposta”, avaliou.


O esquema tático da Diretoria Técnica

Sob a batuta de sua comandante, a engenheira Janice Kazmierczak Soares, diretora Técnica do DER-PR, e das 4 coordenadorias principais (Coordenadoria de Programação e Acompanhamento de Obras e Serviços; Coordenadoria Técnica; De Pesquisa e Desenvolvimento, e de Custo e Orçamento), compostas por um quadro profissional integralmente formado por engenheiras chefes de Coordenação, à Diretoria Técnica do Departamento, cabe em especial “a coordenação, fiscalização e monitoramento dos serviços de projetos, construção e restauração das obras rodoviárias, bem como sua aprovação e, ainda, as atividades voltadas à pesquisa e desenvolvimento de técnicas rodoviárias; orientações quanto ao processo de regularização do projeto e/ou obra de acordo com a legislação vigente, obtendo o respectivo licenciamento ambiental; orientações às superintendências regionais, na execução de obras, restaurações, projetos rodoviários; a aprovação e a adequação dos cronogramas de execução; a emissão de ordens de serviço, entre outras atribuições. De acordo com a diretora Janice, “atualmente, além da Ponte de Guaratuba, que está a todo vapor, com a elaboração de projetos e a perspectiva de início de obras ainda este ano, temos a contratação de segmentos em whitetopping, com mais 45 Km no trecho de Palmas até Clevelândia, que ao todo somarão 105 Km de rodovia com restauração em concreto. Ambas são obras que muito nos orgulham, pois além de relevância, possuem características inovadoras do ponto de vista da engenharia”, enumerou a engenheira, elencando ainda outras obras, como a Rodovia dois Minérios; o Trevo do Catuaí em Maringá; a duplicação da PR-317 entre Maringá e Iguaraçu, em andamento; o Contorno Norte de Castro, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Irati – São Mateus do Sul e Pitanga – Mato Rico. Esta última obra se trata de um dos últimos 3 Municípios em todo o estado que não possuía acesso pavimentado. Com relação a esta obra de elevado cunho social a engenheira explica: “Quando o governador assumiu, existiam 4 municípios no Paraná todo sem acessos pavimentados. Coronel Domingo Soares (Concluído); Mato Rico (em andamento); Doutor Ulysses (com edital prestes a ser publicado) e Guaraqueçaba, que está enfrentando alguns atrasos atípicos por questões relacionadas ao Meio Ambiente”, afirmou a diretora Janice, que também é uma estudiosa e entusiasta da instituição: “A título de curiosidade, perguntei a um dos nossos técnicos mais antigos, com 40 anos de casa, qual tinha sido o período do DER-PR em que havia tantas obras acontecendo simultaneamente, que fosse de seu conhecimento e me surpreendi com a resposta dele: nunca na história do DER! E isso explica muito o fato de termos uma dinâmica muito forte de trabalho, que acaba destoando um pouco de outros departamentos que conhecemos, mas é muito gratificante”. Finalizou a diretora, que tem sob sua responsabilidade, por volta de 80 contratos, ao menos 40 deles de obras, e com o maior deles sendo o da Ponte de Guaratuba, com investimentos superiores à R$ 400 milhões. A diretora afirma que ainda tem muitas novas obras por vir, a exemplo da ampliação de capacidade da PR-466 na região central do Estado, fruto do planejamento de um governo que investe muito em infraestrutura.


Alfa e ômega

Sob a engenheira Patrícia Oliveira Pereira, coordenadora de Programaça~o, Acompanhamento de Obras e Serviços, “O setor gerencia, supervisiona, cerca de 80 contratos que perfazem juntos perto de R$ 2,4 bilhões em investimentos, incluindo manutenções, convênios e obras diretas sob o DER-PR. Todas as medições também passam por aqui, antes de seguirem para efetivação de pagamento. Temos aqui ainda o setor demandante, fazemos o estudo técnico preliminar, que evolui para um termo técnico de referência, que evolui para uma licitação e volta para cá já como contrato”, explicou a engenheira, que é literalmente o início e o fim dos projetos sob a diretoria. “Atualmente, estamos com boas perspectivas, de que venha a duplicação da PR-466, dividida em 2 lotes, em uma das pernas do ‘eixo Y’, na região do Campos Gerais. Mas claro, temos expectativas de que venham ainda muitas mais, uma vez que sejam vencidas audiência e outros trâmites, naturais para as obras”.


Metas e resultados

Sob a engenheira Thais Volttani Koyama, coordenadora Técnica, que recém assumiu a coordenadoria, vindo oriunda do setor de licitações e já anteriormente com as funções de Coordenação de Obras e Projetos da Unidade Gerenciadora de programa BID do DER, atualmente, a profissional que já fazia o acompanhamento do banco de projetos do Paraná, contratados com recursos do Banco, assume novos desafios na coordenadoria técnica. “Pelo DER-PR, nesta coordenadoria, são 21 contratos sendo executados, com cerca de 47 disciplinas por subtrecho. A obra licitada recentemente referente ao Whitetopping de Goioerê à Quarto Centenário, inclusive é fruto desse banco de projetos do BID. Entre as obras em que pude presidir a licitação, tivemos algumas importantes, como PR-323 de Doutor Camargo ao Rio Ivaí, e ainda por lá, o trevo do Gauchão, também com recursos do BID e que já estão sendo entregues à população”, explicou, se referindo à trechos bem complicados e que representavam antigas demandas populares. Ainda, a coordenadora destaca: “Tivemos também a licitação da Ponte de Guaratuba, realizada por nós, e a primeira dentro da nova lei, feita por contratação Integrada”. Também recém encaminhado à coordenadoria, o novo coordenador de licitações, administrador e engenheiro José Vítor Andreatta, ressalta a responsabilidade e felicidade em assumir uma função como essas: “É um setor multidisciplinar, que envolve muito estudo, tanto da parte legislação, quanto de técnicas de engenharia, atendendo várias frentes e diversos tipos de licitações, pois não licitamos apenas obras. Também licitamos serviços de conservação, projetos, consultoria e toda a parte de aquisições e de expediente do DER-PR. É um desafio, suceder duas grandes coordenadoras como foram a Janice e a própria Thais, mas estamos contentes e preparados para dar continuidade a este trabalho de governo, que tem feito tanta diferença na vida dos paranaenses e daqueles que escolheram o Paraná para viver”, avaliou o jovem profissional.


Sofisticação sistêmica

Sob a liderança da engenheira Larissa Vieira, que atua como coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento no órgão, o setor responsável pelo aprimoramento técnico está empenhado em uma série de iniciativa, “Dentro das nossas linhas de ação, está a implantação do BIM, alinhado à parte de Gestão e Inovação da SEIL, e performando alguns testes com softwares específicos de projeto, juntamente com algumas revisões de normas, dentro de um escopo determinado, para atualizar os manuais do DER-PR. Estamos inclusive em processo de elaboração de uma plataforma online, uma biblioteca que traz alguns templates e modelos em 3D, que está em evolução, para que as empresas que fazem projetos para o DER, possam utilizá-los, em um canal aberto onde elas podem, via formulário apresentar as suas sugestões de melhorias”. Ainda, sob a coordenação, além do laboratório, para ensaios específicos de demandas internas do DER-PR, existem programas para melhoria, qualificação e capacitação do quadro técnico de servidores, que pode se dar, como por exemplo citado pela engenheira, por meio de parcerias como a que foi firmada com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), para treinamentos, e mesmo contratações de cursos de reciclagem, para apresentação de novos métodos e materiais e normas, no sentido de atualizar sempre os profissionais, dentro de uma visão de constante aprimoramento. Já obre o Banco de projetos 2, que compreende contratações via BID, entre 2018 e 2022, alguns deles já com modelagem em 3D dentro do BIM, a supervisora do Programa BIM pela empresa contratada Strata Engenharia, Jenifer Ricken, avalia que “O Paraná está bem avançado no BIM. Temos muitas tarefas repetitivas e corriqueiras, que já contam com essa modelagem, que acaba gerando este trabalho de forma automática, fatiando os detalhamentos de forma muito conveniente e ágil. E a nossa parte, é garantir que projeto e normas estejam alinhados. Estamos trabalhando em plugins de aprimoramento, que são trabalhados, por meio de um convênio, diretamente com a Autodesk, que é a líder nesse mercado”, explanou. “Basicamente, é mais precisão e mais rapidez. Inclusive no quesito atualização de projetos, quando necessário”.


O preço do progresso

Sob a engenheira Ane Soraida Mello Serpa de Oliveira Viana, a Coordenadoria de Custo e Orçamento, o dinâmico setor, “Faz todos os orçamentos para a licitação. Os orçamentos oficiais do DER-PR, realizando também orientações para outros órgãos e autarquias, incluindo a SEIL, que se baseiam na tabela de preços do DER-PR. Tradicionalmente, o Paraná mantém a sua própria tabela de preços, elaborada por nós, com composições apropriadas e atualizada já ao longo de alguns anos. Esse é um esforço iniciado ainda quando o referencial provinha do DNER, mas que foi sendo aprimorado e adequado às nossas necessidades e realidade ao longo desse tempo, periodicamente, levando sempre em conta as condições reais encontradas no estado. Por esse motivo, a coordenadoria também performa levantamentos e um acompanhamento das obras, e dos serviços sendo prestados, bem como do consumo dos materiais, proximidade de jazidas do site. São as apropriações em campo, as cotações, que colaboram para que nós possamos sempre melhorar a nossa tabela. Eu costumo sempre dizer que existe uma grande diferença entre o orçamentista e o tabelista”, detalhou a engenheira, que fez questão de enaltecer a equipe: “Nós temos um time muito dedicado, focado em atender demandas, com muita vontade de realização, felizmente com uma diretora visionária, que nos apoia muito.”, frisou a engenheira, que resolve os desafios ponto a ponto, “um dia de cada vez”, afirmou.


Relações internacionais

Sob Mohamed Kasem, Coordenador Geral do Programa BID no DER-PR, recursos essenciais para o enorme alcance das ações da instituição, atualmente em sua 5º versão programática, são assegurados para obras de alta relevância, priorizadas pelo governo estadual e que, naturalmente, passaram por um escrutínio rigoroso por parte da entidade financiadora para poderem efetivamente serem tocadas. “Atualmente, nossa carteira contabiliza US$ 435 milhões (na cotação do dia, cerca de R$ 2,3 bilhões, em 73 contratos que estão entrando em suas fases finais de desembolso. Acredito que entre as maiores conquistas, que trouxemos para o DER-PR, está a parte social, pois nesses programas, são privilegiadas regiões com relativo baixo IDH, e a função é realmente buscar auxiliar as famílias mais vulneráveis. O DER-PR, não é apenas um construtor de rodovias, ele cuida adequadamente das pessoas, fazendo reassentamentos, quando necessário, que as recolocam em uma posição de dignidade que foi perdida. É uma parte social que tanto o BID quanto o Departamento têm muito forte, e eu acredito que é fundamental. Tem que acontecer junto com as obras”, declarou o coordenador.

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