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André Lima dos Santos - Superintendente do DNIT/RO

Norte intenso

Entusiasta do Departamento que representa, o jovem engenheiro André Lima dos Santos, homem atualmente à frente da Regional Rondônia do DNIT, avança pela técnica e busca na sensibilidade, o tempo de ouvir e explicar à população. Presente no rádio, nas plataformas digitais e nas mídias sociais, o superintendente é também um comunicador da engenharia, “asset” valioso e que contribui com a orientação de transparência do órgão, detalhando e explicando com muita propriedade, didática e por que não, carisma, as ações que estão definitivamente mudando o mapa do estado. De modos simples, e fala objetiva, de quem não “tergiversa”, como indicava o imortal Austregésilo de Athayde, ele recebeu uma das equipes de Rodovias&Vias para oferecer um panorama dos (muitos) pontos de interesse da autarquia no estado.


R&V: Sabemos que a Superintendência tem uma presença bastante disseminada no estado de Rondônia inteiro, com uma reputação de ser muito atuante em várias frentes ao mesmo tempo. Como é a coordenação deste esforço?


André Lima dos Santos: Realmente. A superintendência tem realizado algumas ações pontuais de grande importância, como o viaduto em Vilhena, na interseção entre a BR-364 e a 435, sendo que o segmento da BR-364 também, entre Vilhena e Pimenta Bueno, receberá uma adequação de capacidade, com 18 Km de terceiras faixas, que devem ter seu início em meados de junho, com duplicação seguindo do Km 190 em diante. Temos a previsão de pelo menos 4 restaurações: BR-364; 421; 429 e 435. Inclusive a BR-364 terá licitada, em breve, o primeiro whitetopping da região, uma solução que nós temos uma expectativa muito boa, para que possa atender o tráfego pesado que existe na área. Em Ji-Paraná, com a implantação do contorno, seus acessos e duplicação de 6 Km, uma obra de grande porte, com investimentos, em todo o conjunto, de mais R$ 50 milhões, que preveem ainda, duas passagens inferiores. Já no município de Jaru, também temos uma grande obra, também na casa de R$ 50 milhões, que consiste de uma travessia urbana duplicada, a duplicação de uma ponte e a adequação de uma outra ponte para um nível de trem tipo de maior solicitação, que é o TB 45. Um ponto crítico que nós atacamos, e era uma reivindicação de anos, foi em Itapuã do Oeste, também na BR-364. Uma obra que se arrastou por falta de orçamento, mas que está em fase de finalização, com uma execução aí de cerca de 95%, restando terminar as drenagens superficiais, sinalização e instalação de dispositivos de segurança. Uma obra que nós conseguimos entregar em menos de um ano. Vamos entregar 6 passarelas na travessia urbana de Porto Velho. Em breve. Ao menos 4 destas já estão em utilização. Estamos projetando praticamente uma freeway na BR-319, eliminando cruzamentos ou passagens inferiores nessa parte urbana. Da Ponta, até a ponte do Rio Madeira, será sem interferência, sem semáforo, só com a conversão. Tivemos alteamento de Porto Velho sentido Acre, totalizando mais de 60 Km de rodovias com grade elevado, por conta das hidroelétricas, em ambos os lados. Havia presença de solo argiloso e por conta dos alagamentos que o Acre sofreu, com mais de 4 metros de cheia de 2014, por questões de segurança. Também investimos em duas pontes na BR-425, um investimento de R$ 35 milhões, em uma classificação rodoviária que passou para rodoferroviária.


Já que estamos falando de ponte, não podemos deixar de falar da ponte binacional.


Essa é “a” ponte. Já contratada, já homologada, mas em fase de apreciação pelo TCU. Na verdade, será um conjunto de inaugurações importantes. É um complexo. Com vários acessos, aduana, e que é importante para a exportação, e aproximará o Brasil do mercado asiático. É uma ponte que trará economia, associada à hidrovia. Ano passado nós tivemos uma produção recorde. E, a BR-364 suporta essa pressão. Muito por conta disso é que se vê a necessidade dessa duplicação.


E em termos de estradas da água?


Nós investimos, somente em dragagem, no ano passado, cerca de R$ 70 milhões. Nós tivemos uma seca importante no Amazonas, mas a navegação, os comboios, somente conseguiram prosseguir, ainda que com capacidade limitada, por conta dessa ação. Não registramos sequer um caso de encalhe no Rio Madeira. Vale lembrar que a Superintendência hoje cuida, além dos 2600 Km de vias, de 1500 Km de hidrovia. É por isso que eu costumo dizer que Rondônia hoje é um hub da região Norte. E isso nos leva a crer, e é uma certeza, de que a região irá acabar tendo características de “Porto Seco”. Um encontro modal. Considerando que o estado vem aumentando sua expectativa produtiva. Somente para este ano, já é esperado um acréscimo de 5% na produtividade de grãos. Nós temos uma noção muito clara de que existe uma limitação produtiva por conta das limitações nas rodovias. O produtor tem capacidade, temos muitas áreas que podem produzir. E elas somente ainda não são utilizadas, por não termos condições de escoá-las. A BR-364 duplicada, dará vazão à essa demanda latente.


E com relação ao BR-LEGAL?


Fomos um dos primeiros estados, se não o primeiro, a aplicar o BR-LEGAL com cobertura total da malha. Tivemos problemas com relação aos recursos, mas do ano passado pra cá tivemos bom avanço. Fomos buscando um equilíbrio. Nós priorizamos prorrogações até por que tínhamos um ICM bem avantajado, quase batendo em 90% e isso nos deu condições de seguir em frente com essa programação. Mas é um programa muito bom, especialmente para situações do nosso relevo, com muito desnível em curvas. Um dos motivos do nosso ICM ter sido bom, é justamente a implantação de defensas e proteções pelo BR-LEGAL. Uma performance boa, por que também tivemos boa execução orçamentária. Tivemos, claro, empresas de alto desempenho, como a Jardiplan, que é “fora da curva”. Eles performam, inclusive acabam assumindo o que muitos não conseguem atender. 2024 é um ano em que queremos promover renovações em alguns contratos, para além das inovações que o programa novo, o REVITALIZA trará. E esta programação irá nos contemplar com cerca de 1 mil Km. Acredito que seremos a primeira superintendência do Brasil a começar com ela. E é algo que já estamos pensando em como colocar na praça, para o ano que vem, como vamos viabilizar, se por LOA (Lei Orçamentária Anual) ou outros caminhos, mas já conseguimos entender que é um tipo de manutenção aí que pode injetar perto de R$ 1 bilhão.


E capacidade instalada pra isso?


Nós temos empresas que têm condições. LC, Castilho, VF Gomes, entre outras. Mas com um volume desses, o cenário fica atrativo e outras empresas acabam chegando também. Nossa expectativa é que este ambiente positivo que temos aqui no DNIT tenha essa capacidade de atrair novos players, e de deixar ainda melhores os que já estão conosco. Nós tivemos problemas com falta de orçamento, com desequilíbrios, mas conseguimos higienizar a casa. E talvez o mais importante, deixa-la pronta pra seguir avançando.

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